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domingo, 31 de março de 2013

Ex-Faith No More, Mike Patton mostra vigor vocal no Lollapalooza

Mike Patton tocou por quase uma hora para um fiel e volumoso conjunto de fãs na tarde deste sábado
 
Sem cerimônia ou saudações. Assim o Tomahawk subiu no Palco Alternativo às 15h30 e, sem sequer olhar para o público, começou sua apresentação com “Mayday”. O grupo, que conta com Mike Patton nos vocais, tocou por quase uma hora para um fiel e volumoso conjunto de fãs na tarde deste sábado (30) no Lollapalooza.
“Oi, tudo bem?”, disse o vocalista logo ao final da primeira música em seu característico português, já conhecido do público brasileiro por conta de suas outras passagens por aqui com os grupos Faith No More, Mondo Cane e Fantômas.
Entretanto, o Tomahawk, já com quatro discos lançados, estreava nos palcos brasileiros. O supergrupo que tem Patton nos vocais é liderado por Duane Denison (Jesus Lizard) e conta ainda com John Stainer (Battles, Helmet) e Trevor Dunn (Mr. Bungle, Fantômas).
Já quarentão, o cantor novamente demonstrou um vigor, tanto vocal quanto físico, de causar inveja nos jovens vocalistas dasdemais bandas do Lollapalooza. Patton se entrega em cada canção, maltrata o gogó nas notas mais altas e, quando não tem a obrigação de tocar teclado, se solta e pula pelo palco.
A apresentação contou com faixas de todos os trabalhos da banda, como “God hates a coward”, “Oddfellows” e “Rape this day”. Por diversas vezes, Patton mostrou que sabe bem falar a língua portuguesa, especialmente seus palavrões — “porra”, “caralho” e “cacete” são alguns deles. Mas o vocalista também mostrou que aprecia uma poderosa bebida nacional depois de dizer que o baterista John Stainer gostava de beber cerveja. "Eu, não! Cachaceiro!", afirmou, levantando a mão.
A surpresa ficou para o final, quando o Tomahawk tocou uma visceral versão de "How low can a punk get", do Bad Brains, uma das muitas músicas que foram acompanhadas por uma característica rodinha de jovens se debatando em frente ao palco. Justo, já que o grupo tem mesmo muitos momentos de agressividade sonora, que funcionaram bem em cima do palco de um festival da magnitude do Lollapalooza.
O relógio marcava 16h23 quando o quarteto americano deixou o palco, alguns segundos após Patton se despedir dos fãs brasileiros em bom português. “Muitíssimo obrigado! Tchau, beijos!”, disse o simpático cantor.