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domingo, 27 de outubro de 2013

Salários para profissionais do pré-sal podem chegar a R$ 50 mil Falta de mão de obra eleva remuneração de quem trabalha na área de petróleo iG 26 Outubro de 2013 - 22:38

Foto: Agência Petrobras
Segundo levantamento, a experiência é valorizada pelas empresas que contratam no setor 


Após o leilão do bloco de Libra, do pré-sal, a corrida agora é em busca de profissionais especializados no setor de óleo e gás. Segundo levantamento divulgado pela empresa de recrutamento Michael Page, os salários dos dez principais cargos na exploração do pré-sal, requisitados pelo setor nas três fases da cadeia – exploração, perfuração e produção – vão de R$ 8 mil a R$ 50 mil.
De acordo com Bruno Stefani, gerente da divisão de óleo e gás da Michael Page, o momento trará oportunidades para os mais jovens e os mais experientes, em todas as fases da cadeia, passando pelas geociências, exploração, desenvolvimento e projetos, até chegar à produção. “Será importante uma sincronia fina entre esfera pública e privada para aproveitar o que há de melhor e não deixar escapar essa oportunidade que não só transformará o setor e sua cadeia correlacionada, mas como a economia do País”, diz.
“Estimo o potencial para 20 anos consecutivos de investimento em tecnologia, infraestrutura, serviços e em mão de obra”, afirma Stefani. 
Fase inicial 
Durante a fase inicial de investigação para exploração, em que se estuda o potencial de exploração do campo, os profissionais ligados à geologia têm grande importância. Confira abaixo as profissões descatacas neste período.
– Geólogos
  Com formação em geologia, o trabalhador vai estudar as características da área potencialmente explorável. Em início de carreira, geólogos têm remunerações entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.
– Geofísicos
Profissionais de formação em geologia e com especialização em geofísica. De acordo com o gerente da Michael Page, “se são empresas em operação inicial no Brasil, geralmente vão buscar profissionais com mais experiência, que conheçam a geologia das áreas”. Para quem tem menos experiência, o salário varia de 8 mil a 12 mil; já os com mais experiência podem ter salários acima de R$ 30 mil.
– Petrofísicos
 Geólogos especializados em petrofísica também são bastante demandandos nesta fase de investigação. Novamente, explica Stefani, dependendo da empresa, a busca pode ser por profissionais mais ou menos experientes e isso vai influir diretamente na remuneração.
No nível júnior, os salários variam de R$ 8 mil a R$ 12 mil; com certo tempo de experiência na função, a remuneração pode variar entre R$ 12 mil e R$15 mil. Já profissionais de alto nível de senioridade chegam a ganhar entre R$ 35 mil e R$ 45 mil.
?Fase de apuração
Após o trabalho dos geólogos, é a vez de quem vai realizar testes para confirmar a viabilidade da exploração apontada na primeira fase. Confira abaixo as profissões em destaque.
– Engenheiro de perfuração
A formação em engenharia é obrigatória, mas a habilitação pode variar bastante entre os profissionais desse ramo. De acordo com Bruno Stefani, pode ser um engenheiro mecânico, civil, eletricista, entre outras habilitações. Já que não existe pós-graduação em engenharia de perfuração, a especialização nesse ramo de dá com treinamento prático, ou seja, com experiência na indústria de óleo e gás.
No nível júnior, com experiência de até cinco anos, os salários variam entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Profissionais experientes chegam a ganhar mais de R$ 30 mil.
– Gerentes de perfuração
A formação técnica deste profissional é a mesma do engenheiro de perfuração, o que diferencia é a função de gestão. O cargo, destinado a profissionais com mais de 45 anos, tem salários que podem ultrapassar R$ 30 mil.
– Gerente de contratos
Com formação em engenharia, o cargo pede experiência técnica. “Ele é o dono de toda a embarcação, responsável por um contrato de R$ 1 bilhão, por exemplo, e deve conhecer bem todas as fases do projeto”, explica Stefani. O salário desse profissional pode variar em R$ 15 mil e R$ 40 mil, dependendo do porte da empresa e do nível de senioridade.
– Gerente de engenharia
É quem vai comandar a equipe de engenheiros nos projetos que podem abarcar desde a tubulação da embarcação como também a parte mecânica, elétrica, por exemplo. Como ocorre com os outros cargos de gestão em óleo e gás já citados, ter experiência na área vai fazer toda a diferença para garantir uma oportunidade nesta posição. Nesse cargo, a remuneração fica entre R$ 15 mil e R$ 40 mil.
?Produção
O período de produção é a etapa final da cadeia de óleo e gás, a fase de começar a extrair e produzir. Neste momento são contratadas prestadoras de diversos serviços de apoio à produção e manutenção. Confira os cargos mais procurados nesta fase.
– Gerente de operação
Com formação em engenharia, diversas habilitações profissionais se encaixam no perfil do gestor de operações. De acordo com o especialista da Michael Page, é um cargo com alto grau de responsabilidade, já que o funcionário é responsável por gerenciar toda a planta química off-shore. Assim, a experiência é o diferencial para garantir a vaga.
Profissionais com dez anos de experiência recebem, em média, R$ 35 mil. Quanto maior o tempo de experiência, maior o salário, que pode chegar a R$ 50 mil.
– Oficiais de náutica
De acordo com Stefani, este é um gargalo de formação no Brasil. “Os oficiais de náutica são formados pela Marinha e é uma área que não desperta muita atenção dos jovens na época de faculdade”, diz. Cada uma das embarcações que fazem o apoio da produção precisa ter oficiais de náutica.
O salário de um comandante pode passar de R$ 30 mil.
– Gerente de plataforma
Com formaçãoe em engenharia e experiência prévia, é importante que o funcionário tenha habilidades de gestão e comprometimento com o projeto, assim como a preocupação com questões de segurança do trabalho, destaca o gerente da Michael Page. Os salários desses profissionais variam de R$ 25 mil a R$ 35 mil.