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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

“Se cair, a Portuguesa vai fechar”, diz presidente do clube Destino da Lusa será decidido no próximo dia 27, quando o tribunal pleno do STJD vai julgar o recurso do clube Blog do Boleiro/Terra 19 Dezembro de 2013 - 16:53

Foto: Reprodução


“Se cair, a Portuguesa vai fechar”. A frase, dramática, foi dita pelo presidente da Portuguesa de Desportos, Manoel da Lupa, nesta quinta-feira. O dirigente calcula que se o clube tiver que disputar a Série B, vai deixar de receber cerca de R$ 15 milhões dos direitos de televisão. “O que a Série B nos paga não dá para cobrir as dívidas de um mês”, afirmou.
Por isso, Da Lupa tem trabalhado dobrado e dormido pouco desde que o clube foi denunciado e julgado culpado por ter posto em campo o meia/atacante Héverton nos últimos 15 minutos da partida contra o Grêmio, no Canindé, na última rodada do Campeonato Brasileiro. “A Portuguesa não vai descer”, repetiu como um mantra durante sua participação no programa Bola Dividida, na Rede TV.  
O destino da Lusa será decidido no próximo dia 27, quando o tribunal pleno do STJD vai julgar o recurso do clube. No primeiro julgamento, na última segunda-feira, os juízes auditores decidiram por cinco votos a zero, punir com a perda de quatro pontos, o que rebaixa a Portuguesa. Com a queda para a Série B, cai – e muito – o montante de dinheiro que é pago pelas emissoras de televisão pelos direitos de imagem.
Ao Blog do Boleiro, Manuel da Lupa revelou que conversou com o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), ex-procurador de Justiça em São Paulo e professor de direito. Capez propõe que a linha de defesa da Portuguesa no julgamento do recurso no pleno do STJD, no dia 27, deve se basear em dois princípios: o da boa vontade e o da proporcionalidade.
“Por razões que só uma investigação poderá esclarecer, a suspensão do Héverton não foi comunicada à Portuguesa pelo advogado Osvaldo Sestário. Consultei todos os advogados do clube e eles me garantem que não foram informados sobre a suspensão de mais um jogo do atleta. Portanto, a Portuguesa não agiu de má fé”, explicou Capez.
“Além disso, a Portuguesa não tinha nenhum motivo para colocar o Héverton em campo nos últimos quinze minutos, num jogo irrelevante para a Portuguesa em termos de rebaixamento. Não existe consequência no ato de escalar um jogador reserva durante todo o campeonato. A relação de proporcionalidade entre colocar o atlte nestes 15 minutos e a consequência que estão impondo, que é o rebaixamento”, completou o deputado/advogado.
Além disso, o clube vai mostrar que o BID da CBF informou no dia 6 e no dia 10 deste mês (antes e depois da partida contra o Grêmio), que Héverthon estava suspenso por apenas um jogo e já tinha cumprido a pena.
Uma preocupação para a Portuguesa de Desportos é a data do julgamento do recurso. “Dia 27, logo depois do Natal e no meio do feriado, pode ser perigoso para que todos os noves juízes que julgarão o caso apareçam no STJD”, disse Manuel da Lupa. Há o cuidado de saber se os três juízes de São Paulo, um do Rio Grande do Sul, um do Ceará e um de Goiás irão comparecer. “Eles precisam estar lá”, disse o presidente da Lusa.
Mais uma vez, o dirigente repetiu ao Blog do Boleiro: se perder no recurso, a Portuguesa vai levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte na Suíça, a mais alta instância de justiça desportiva. E, em última instância, o caminho a ser tomado será a justiça comum. “Eu sei que isto será ruim para a CBF num ano de Copa do Mundo, mas será inevitável que torcedores da Portuguesa entrem com ação como consumidores”, disse.
Tudo isso, para evitar que um erro se transforme em uma crise financeira que pode inviabilizar o clube até na Série B.