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sexta-feira, 7 de março de 2014

Modelo baleada por bandido não consegue enxergar de um olho, diz médico Bala foi retirada em cirurgia para reconstruir os ossos da face da paciente G1 07 Março de 2014 - 15:59

Foto: Reprodução
Modelo Lorrane Melo não enxerga com olho direito 


Após passar por uma cirurgia de reconstrução dos ossos da face, na quinta-feira (6), a modelo Lorrane Melo, 27, baleada na cabeça durante um assalto, continua em recuperação no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). De acordo com os médicos, a bala foi retirada e a paciente não teve lesões neurológicas, mas atualmente não enxerga do olho direito nem consegue movimentá-lo.
Segundo informou a equipe médica, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (7), a órbita ocular foi lesionada devido à alta temperatura da bala ao entrar no corpo da vítima. “No momento, ela está sem visão, mas não posso afirmar se isso é permanente ou não”, afirma o cirurgião o buco-maxilo-facial Euclides Barbosa.
Lorrane está internada na enfermaria do hospital com quadro clínico estável. A previsão dos médicos é de que ela receba alta entre cinco e dez dias e que a recuperação completa aconteça em cerca de três meses. Os fragmentos da bala alojados no céu da boca e língua foram totalmente retirados na cirurgia. O tiro atingiu a cabeça da modelo, acima da orelha direita, destruindo os ossos da têmpora, órbita dos olhos e cavidade bucal. Ela passará por exames oftalmológicos para definir se a lesão no olho é definitiva.
O procedimento cirúrgico teve duração de cerca de três horas e meia e os ossos foram reconstruídos com enxerto de material sintético. Os médicos ainda não excluem a possibilidade de que a paciente tenha que passar por uma nova cirurgia, mas creem que ela vem tendo boa recuperação. “Há um tempo ela ainda ficava um pouco sonolenta pelo do tiro ter atravessado o cérebro, mas agora já está se recuperando bem, conversando adequadamente”, explica o neurocirurgião Marcos Spadoni.
De acordo com Euclides Barbosa, a modelo demonstrou preocupação com possíveis lesões estéticas que possam prejudicar a carreira. “Ela me disse que cuidasse bem da face dela porque ela trabalhava com a face”, afirma Barbosa.
O crime
O assalto em que Lorrane foi baleada aconteceu na noite do dia 27 de fevereiro no Setor Bairro Feliz, na capital, quando a modelo saía de casa dos sogros na companhia do filho e do noivo. O portão eletrônico da garagem já estava aberto quando a família foi abordada por três homens.
Os pais do noivo estavam no andar de cima da casa e toda a família foi feita refém. Enquanto um dos criminosos vigiava a rua, outro recolhia pertences das vítimas. Um terceiro os ameaçava com uma arma. A ação durou cerca de 20 minutos e foi flagrada pelas câmeras de segurança da casa.
Durante a abordagem, o filho da modelo, de 1 ano e 4 meses, permaneceu na cadeirinha, dentro do carro. Lorrane, já deitada no chão da sala, pediu que o buscassem. O menino foi colocado no sofá por um dos criminosos e, depois, no chão. Mas a criança subiu nas costas da mãe.
Instantes depois, o assaltante com a arma efetuou o disparo que atingiu a cabeça da modelo. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hugo. O bebê não ficou ferido.

Assaltante atira em modelo com bebê sentado sobre ela em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)


Modelo foi baleada com o filho sobre as costas
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)


Tiro acidental
Após o disparo, os assaltantes fugiram, levando alianças, um relógio e um celular das vítimas. Na fuga, um deles deixou cair um celular no jardim. Com o aparelho, a polícia teve acesso a fotos e ao telefone da casa da mãe de um dos criminosos, com quem os policiais localizaram o endereço de um deles. Com a pista, o Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) encontrou e conseguiu prender um dos suspeitos.
O homem foi encaminhado à Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic), onde confessou ter sido o autor do disparo que atingiu a mulher. No entanto, ele alegou que o tiro foi acidental. Para o delegado responsável pelo caso, Glaydson Carvalho, essa possibilidade está descartada.
“O tiro acidental teria sido se a arma tivesse caído no chão e disparado. As imagens mostram que ele claramente puxou o gatilho. Por imprudência dele, e talvez pela  falta de conhecimento da arma, ele levava a arma engatilhada e colocando na cabeça das vítimas. A adrenalina do que ele estava fazendo e o despreparo o tenha levado a dar o tiro”, afirmou.
O homem permanece preso na base avançada da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e Jusitça (Sapejus) localizada no complexo de delegacias especializadas, no Setor Cidade Jardim.