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sexta-feira, 7 de março de 2014

Polícia diz que mulher que matou filho e namorada dele tinha depressão De acordo com a polícia, a médica passava por um tratamento psicológico e havia passado por quatro sessões de terapia UOL 07 Março de 2014 - 20:56

Foto: Reprodução / UOL
Casal Mariana Marques Rodella e o namorado Giuliano Landini em foto postada em uma rede social 


A médica pediatra Elaine Munhoz, 56, sofria de depressão e matou o filho, Giuliano Landini, 26, e namorada dele, Mariana Marques Rodella, 26, e depois se matou, nesta sexta-feira (7), em um condomínio de alto padrão em City Lapa, na zona oeste de São Paulo, segundo o delegado Daniel Cohen, delegado-adjunto do 91º DP (Distrrito Policial).
Os corpos foram achados pela Polícia Militar às 9h, depois que vizinhos ouviram tiros vindos de dentro do imóvel. Giuliano e Mariana eram estudantes de medicina. "Não dá para saber se o crime foi premeditado. Ela [Elaine] estava com uma certa depressão. Talvez esse seja o motivo que desencadeou esse comportamento", disse Cohen.
De acordo com a polícia, a médica passava por um tratamento psicológico e havia passado por quatro sessões de terapia. A polícia informou ainda que a arma, um revólver da marca Taurus calibre 38, não era registrada.
O marido de Elaine, identificado apenas como Alexandre, que também é médico, disse à polícia que não sabia a procedência do armamento. 
Segundo a polícia, Giuliano foi atingido por três tiros, Mariana por dois e Elaine com um, na boca.
A polícia informou ainda que a médica estaria descontente com um suposto mau desempenho do filho na faculdade de medicina. "Ela deprimida por conta da mudança de comportamento do filho. Ele não queria ir às aulas, mas sempre quis ser médico", disse Cohen.
De acordo com o delegado, pela dinâmica do que viu no apartamento, Mariana foi morta primeiro, depois o filho da médica foi assassinado e por fim a médica se matou. Foram feitos, segundo o delegado, sete ou oito disparos.
Vizinhos e amigos
Carolina Dias, 34, uma ex-vizinha, afirmou que morou no apartamento de cima ao da família --o crime foi no segundo andar-- por três anos, até dezembro do ano passado.
Ela disse que nunca presenciou nenhuma briga. "Ele [Giuliano] era um menino exemplar. Sempre [passeando] com o cachorrinho, com a namorada. Supersimpático, supersolícito."
O jovem fazia residência, segundo outras testemunhas que estavam no local. "Nunca vi nenhuma briga. Era uma família exemplar". "Estou muito surpresa. Se realmente houve alguma coisa foi um acidente", disse Carolina.
Uma outra mulher, que se identificou como Marilene Godoy, 50, e que estava na frente do prédio onde houve o crime atrás de informações, disse que conhecia a médica "há 30 anos", e que ela foi pediatra dos seus filhos. "Era uma pessoa coerente, sensata e calma. Estou abismada", disse.
De acordo com o clínico-geral Rafael Criscuolo, que disse trabalhar com a médica Elaine há 9 anos em uma unidade de saúde pública em Pinheiros, afirmou que Elaine era uma mulher "alegre, competente". "Ela estava um pouco triste antes do Carnaval", disse.
Ainda não se sabe quem cometeu o crime, mas vizinhos relataram que a mãe brigava constantemente com o filho por não querer que ele se casasse.
O pai não estava no apartamento no momento do crime, segundo a polícia --ele havia saído para trabalhar. De acordo com testemunhas, antes dos tiros foram ouvidos gritos de um homem dizendo "não".
Os corpos foram retirados do apartamento por volta das 16h30.